Lady Grinning Soul

Until recently the public space was restricted to men. Even today, I can speak about the city’s dangers for the female body. For a long time I wanted to be a man and thought to inhabit the wrong skin. To be accepted and respected by gangs of men, I had to masculinize myself: walk like them, dress like them and even talk like them. At one point, I realized that what I longed was not to be a man, but to possess the power they exhibited and as a woman, I would never achieve. Even though I practiced mimesis, the fact that I possessed a female body denounced who I was and my place in the caste of powers.

Subverting the paper destined for me, I changed my masculine clothes for a feminine hyper, colorful and flowered dresses; my aggressive gesture and full of masculine rules shifted for girl poses, and thus, I put myself into male actions of illegal intervention.

The result is the “Lady Grinning Soul” series of photos and videos, inspired by music.

Date
2006 – 2010

RJ, 2010. Eu posando com vestido colorido ao lado de meus graffitis.

RJ, 2001. Eu na época de pichação na casa do Vely.

RJ, 2001. Minha pichação no ferrugem.

RJ, 2006. Still de video onde faço um bomber de rapel com o falecido plug.

RJ, 2006. Eu em meu primeiro trem quando os boys diziam que minhas letras eram ruins me deixando com vergonha de grafita-las em um trem.

RJ, 2007. Nesta foto eu fui obrigada pelos boys a cobrir meu cabelo loiro que eles diziam chamar muito atenção, usando isso para desqualificar minha presença no rolê.

RJ, 2007. Eu, meu xarpi Anarkia; minha sigla de pichação AR – Amantes do Rabisco – na qual carreguei de 2001 à 2011 e a tag INDE, gang de pintura de trem que eu fundei com meu antigo namorado Stile VLOK que hoje tornou-se um homem agressor de mulher; que me persegue e por este motivo está respondendo à processo de violência doméstica na Lei Maria da Penha.

RJ, 2007. Eu e meu trem preferido.

RJ, 2007. Meu graffiti no trem que havia acabado de chegar da Coréia ainda embalado no plástico e com adesivo de frágil.

RJ, 2007. Eu influenciada pelos embustes escrevendo outros nomes que não eram o meu.

RJ, 2007. Carrinho que eu pintei já colocando o 5 Estrelas que é a família de pichação que co-fundei com os embustes da pichação da Penha.

RJ, 2008. Nesse ano eu parei de ter vergonha das minhas letras apesar dos boys continuarem desqualificando elas e resolvi cair pra pista.

RJ, 2008. Eu reproduzindo as poses que os machos faziam pra fingir que eram marginais.

RJ, 2008. Essa foto sempre diziam que não podia por na internet se não os outros iam saber onde é um dos picos de pintura de trem. Foda-se.

RJ, 2008. Mano esse graffiti é muito importante porque eu desafiei a regra dos machos de fazer o piece igual adesivo e manchei a porra toda propositalmente.

RJ, 2009. Aí os machos tinham mania de perseguição como se eles representassem algum risco pra sociedade e por isso ficavam inventando moda pra não ter seus nomes reconhecidos como por exemplo escrever de trás pra frente como se a polícia não tivesse mais nada importante pra fazer do que ficar investigando criança rabiscando trem.

RJ, 2010. Graças a Deus ai já tinha me libertado dos machos embustes.

SP, 2010. Esse dia foi muito loco porque eu fui escoltar a linha em SP e tinha uns caras pintando e eu já fiz logo amizade com eles, mas tb nem lembro mais quem era.

RJ, 2009. Eu comecei a pensar que o contexto da arte era mais importante do que a arte em si e por isso comecei a me vestir hiper feminina, como em uma caricatura com esses vestidos de babado e flores no cabelo justamente para confrontar as leis que os machos impunham ao graffiti. Foi aí que o meu trabalho de performance com o corpo e o feminino começou. Muito loko.

RJ, 2009. Só pra dizer que eu tb pintei uns caminhões.

RJ, 2009. Que hino! Eu ia pra rua sozinha pintar caminhão com o nome dos boys q queria pegar e depois mandava a foto.

RJ, 2010. Eu bem basiquinha fazendo graffiti no trem da Supervia.

RJ, 2009. Pequeno filme que mostra o meu interesse pelo feminino em diálogo espaço de rua ironizando as regras estabelecidas pelos machos.

2016, RJ. Quando sua mãe sai contigo pro rolé Vandal.

2014, RJ. Aí eu tinha esse trabalho de colocar esse vestido DVF que ganhei em NY pra fazer coisas do meu cotidiano. Tudo começou com o vestido amarelinho, rolou essa série com o verde, até chegar nos vestidos gigantes que construo hoje em dia.

2006 – 2009. Compilação de fatos da minha vida de rua.

RJ, 2009. Minha participação no filme Luz, Câmera, Pichação.