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Nina Moraes Porto Alegre O traço da ilustradora gaúcha Nina Moraes tem a leveza e a inspiração orgânica do art nouveau, seja na exaltação da linha em profusão de arabescos ou na busca pela síntese da forma. A linha não faz parte simplesmente da estrutura do seu trabalho, ela é o elemento primordial da sua narrativa, seja nas intervenções urbanas, nos desenhos em nanquim, nas pinturas, nos objetos de madeira, de papier maché ou de pano. No seu universo habitam figuras duais que oscilam entre suavidade e agressividade, espelhadas no cotidiano, no caos existencial e tão próximas de todos nós. As formas, essencialmente femininas, primam pelo movimento e seus seres lúdicos parecem saídos de um cult movie ou de um circo freak show. São retratos que parecem frágeis e até mesmo tristes, mas um olhar atento a esses seres revela uma estranha força repleta de sarcasmo e magnetismo. Há sete anos usa a rua como um dos suportes para suas pinturas. Faz intervenções urbanas sempre com pincel, o que a diferencia de tantos outros grafittis. Teve trabalhos publicados nos livros "Graffiti Brasil", de Tristan Manco e "Graffiti Woman", de Nicholas Ganz editados pela Thames & Hudson.
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